Quase 30 anos de um reencontro

Conheça trechos da nossa história que nem nós conhecíamos


Quanto vale uma memória? Pra gente, muito! E então não é surpresa o quanto ficamos felizes em conhecer um pouco mais da nossa história através da memória afetiva de quem fez parte dessa construção.

Na semana passada estivemos, de forma online, com o seu José Muller e o seu filho Marcelo Eduardo. Por coincidências ou destino, depois de quase 30 anos nos reencontramos. Na época do primeiro encontro a nossa equipe era outra e nosso local de atuação também, estávamos em Curitiba. Foi lá que nascemos, e por nosso fundador, o professor João José Bigarella, que conhecemos José Muller.

Em 1991, José deixou a cidade do interior paranaense, Manoel Ribas, e chegou em Curitiba com a família. Biólogo, foi atuar como professor e recebeu um convite: trabalhar no Museu de Ciências Naturais da Reserva Ecológica do Cambuí, criados pela ADEA, ou seria pelo professor Bigarella?

Essa era uma dúvida recorrente, afinal, segundo José, a Associação e o professor se confundiam em Curitiba e o próprio Museu era chamado de ADEA.

O Museu tinha um acervo do próprio Bigarela e contava um pouco das suas viagens pelo mundo. Com o tempo, foi ganhando mais corpo com o trabalho de José e a colega Rosalba, os quais organizaram conchas em uma base de areia e até criaram um aquário lá dentro. “O museu tinha conchas de moluscos do mundo inteiro, alguns cartazes de dinossauros e até alguns fósseis”, lembra José.

Durante dois anos, José recebeu a visita de escolas, universidades e até pessoas de outros países; recorda de um grupo de japonenses. Só que mais do que trabalho, os anos de 91 a 93 foram cheios de descobertas e também afeto, não só para ele, mas também seu filho.

Criança, Marcelo Eduardo, hoje oceanógrafo, tinha o museu como um refúgio para lembrar do tempo que brincava na rua lá no interior e as lembranças são vivas na memória, tão vivas que fizeram a conexão de quase 30 anos em uma visita em Itapoá.

A família tem casa na praia desde 1977 e aqui também realizaram, mesmo sem saber, um pouco do legado da ADEA. Ao caminhar entre as três pedras, José Muller fazia coleta de animais, estrelas do mar e outros seres vivos e os mantinha vivos dentro de um aquário, a 500 km do mar, a base de alface e minhocas, para ensinar aos alunos sobre a biodiversidade marinha. Já Marcelo Eduardo, trabalhou no mapeamento da planície costeira de Itapoá junto com o professor Rodolfo José Angulo.

Hoje a casa da praia é apenas para descanso e, claro, ganhou uma importância maior, pelo menos pra gente, por nos fazer reviver (ou melhor, conhecer) trechos da nossa história.

Ah, e o museu? Segundo José, depois que ele já havia voltado para as salas de aula, houve uma grande enchente que acabou afetando grande parte do acervo. O que sobrou Bigarella doou para uma universidade e, assim, talvez também sem saber, novos trechos da nossa história foram construídos por aí.

E você, tem uma memória afetiva com a gente? Não é preciso de décadas para ser importante, só é preciso ter afeto e carinho. Porque memória boa é aquela que a gente gosta de lembrar, não é mesmo?

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